Viktor Emil Frankl, muito conhecido como o criador da Logoterapia e precursor da Psicologia Positiva, nasceu em 1905, em uma famíla judia e tinha uma vida confortável, já que seus pais eram funcionários públicos.
É importante ressaltar que Viktor era austríaco e vivia em Viena.
Com a eclosão da primeira guerra mundial, sua família perdeu tudo o que tinham e passaram inclusive, a pedir esmolas.
Imagine, uma criança cuja família goza de estabilidade e segurança, vivenciar a polarização, a destruição e escasses resultantes da guerra. E mais, nascer tendo tudo e num estante, não ter nem segurança alimentar.
No entanto, a vida seguiu e Frankl seguiu a vida. Seu interesse pela psicologia e filosofia surgiram durante o ensino médio, quando ele já palestrava sobre aquilo que se tornaria a técnica psicoterápica que se a basearia na busca do sentido da vida: a logoterapia. Seu entusiasmo e dedicação a sua teoria de uma vida com sentido o colocou em correspondência com Sigmund Freud e é claro, que o pai da psicanálise o estimulou a publicar seu primeiro artigo em 1924, quando estudava medicina.
Após completar suas residências em Neurologia e Psiquiatria, tornou-se responsável por uma ala do hospital psiquiátrico que abrigava 3 mil mulheres com ideação suicida. Viktor casou-se em 1941 com uma enfermeira do mesmo hospital onde trabalhava, ambos eram judeus.
Novamente houve uma reviravolta na vida de Frankl, a segunda guerra mundial!
Ele e toda sua família foram enviados para um gueto e logo depois para três campos de concentração. Neste interim, sua esposa que estava grávida sofreu aborto pelas mãos dos nazistas e depois, foram separados. Todos os seus entes queridos foram mortos pelos nazistas: o bebê que a esposa gestava, sua esposa, seus pais, seu irmão. Somente ele e sua irmã sobreviveram aos trabalhos forçados nos campos de concentração por onde passaram.
Durante os 3 anos de trabalhos forçados, o psiquiatra viu e sentiu na própria pele as dores da falta de sentido de vida, mas ao contrário de muitos, não se rendeu à desesperança. Naquele contexto de desespero e desumanidade, o mantra recitado mentalmente por Frankl eram as palavras de Nietzche: " Quem tem por que viver, pode suportar quase qualquer como." Mas tem um detalhe, Viktor Frankl nem imaginava que sua esposa já havia sido assassinada.
Ao ser libertado em 1944, ao descobrir que já não poderia encontrar sua esposa e que quase toda sua família fora morta, ele mostrou-se um gigante resiliente, pois fez de seus ideais, seu propósito de vida. Assim, em 1945 publicou o livro " Dizendo sim para a vida apesar de tudo: experiências de um psicólogo no campo de concentração".
Quer lição maior de resiliência?
Ele não só superou, mas evoluiu encontrando novos sentidos para seguir vivo( contra todas as probabilidades). Tornou-se diretor da Policlínica Neurológica de Viena, cargo que ocupou por 25 anos. Palestrou em 209 univesidades em todos os continentes e recebeu 29 títulos de Doutor Honoris Causa, no Brasil pela UFRGS e PUCRS.
Viktor Emil Frankl deixou seu legado de esperança e persistência, de fé na vida e em si. Foi, portanto o grande influenciador de Martin Seligman na elaboração da Psicoterapia Positiva, hoje tão bem difundida.
Espero que a história deste ícone da resiliência tenha lhe inspirado à olhar para dentro de si e buscar aquela esperança, o otimismo já quase adormecido, a fagulha de vida necessária para incendiar novamente seu espírito, fazendo-lhe ter coragem para continuar a viver, mesmo contra todas as adversidades.
Gratidão pela leitura!
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